19/08/2008 22:55

No kidding

Você vai carregar um filho por décadas. Um verdadeiro peso de que será difícil se livrar. Um conselho: se é para sustentar um parasita, que seja um gigolô. É mais agradável e, pelo menos, você sabe por que paga.
(Corinne Maier, Sem filhos - 40 razões para você não ter)
enviada por Cooper



18/08/2008 19:01

Primeiro encontro

E o encontro ideal parece ter saído diretamente do manual imaginário Como deixar um homem louco na cama. Dizem que não há fórmulas para seduzir ou dar prazer ao outro, mas todos sabemos que isso é conversa de hipócrita. No sexo, a mentira sempre funcionou muito bem - e a maioria se recusa a conhecer a verdade.
Por isso é sempre bom quando ele chega e me dá um beijo e eu respondo daquele jeito muito específico. Não como quem beija "como se o mundo estivesse prestes a acabar", mas sempre delicada, suave, ciente de cada movimento. E a invasão da língua é regrada, doce. E eu sempre, sempre, solto um gemido bem contido, mas forte o suficiente para vibrar nos lábios dele. E cada beijo é intermediado por sugadas sutis de ar - como uma leve recuperação de fôlego - e termina com raspadas de lábios bem pueris e ao mesmo tempo muito sensuais. E nesse momento ele já está fora de controle. E eu dou um jeito de constatar essa falta de autocontrole usando as mãos.
Lembrança de outros tempos, mas juro que até havia me esquecido como era sair só para dar uns amassos e chegar àquele momento em que coloco a mão no meio das pernas do cara, por cima da calça. E nessa hora sou quase uma adolescente à procura de novidades, descobrindo o mundo, fazendo tudo pela primeira vez. Ele sabe que não é bem assim, mas finge que é. Bendita mentira.
Depois os dedos enveredam pela nuca, pelos cabelos, e eu estou beijando o tempo todo. Mesmo quando entro numa ânsia louca, não perco a delicadeza nunca, por isso meus ósculos não machucam, não saem do campo da excitação sensual.
E de repente ele faz menção de me tocar nos seios - e eu deixo -, porém, quando pensa em senti-los com a boca, hesito. Dou mais alguns beijos doces e saio. Já é tarde, amanhã acordo cedo.
Confesso que estava sentindo falta disso. Os beijos sem sexo. O sexo falso. O sexo inocente, como se eu tivesse voltado aos velhos tempos.
E todas aquelas mentiras, as palavras doces, os suspiros, os elogios e o eterno fingimento de que nada daquilo é um jogo de conquista. Estamos sendo nós mesmos. Sim, estamos. Enquanto a ereção dele durar.
enviada por Cooper



13/08/2008 19:06

Coisas que só se aprende na prática

1.Você sabe se vai transar com um homem ou não nos primeiros 5 segundos de contato com ele.
2.Antihistamínico também dá ressaca.
3.Os homens sentem quando vão virar cornos.
4.Todo macho - de qualquer espécie - quando quer marcar território, dá um jeito de fazer xixi onde os outros machos estão rondando. Ainda que simbolicamente.
5.Esporro sempre dá resultado.
enviada por Cooper



12/08/2008 19:40

Brinquedinhos 20 x 30

Muitos homens ainda ficam inseguros ao saber de minhas histórias. Essa confissão veio de mais um, que não tem tantas razões para pensar estar pisando em areia movediça, pois já chegou à casa dos 30 anos. Na verdade, ele não precisava mesmo estar inseguro, pois meu desejo por ele é antigo. Isso com certeza salvou nossas noites. Ele pagou para ver, felizmente. E conseguiu me cansar.
O fato é que a sutil insegurança deste me ajudou a entender a insegurança extrema de um outro, mais novinho, na casa dos 20 anos. Eu sabia que ele me temia, porém, não tinha tanta noção do tamanho desse medo. Mas claro... O que esperar de um moleque que ainda se enamora a mulheres de 16, 18, 19 anos? Ele não sai com elas apenas porque é tão imaturo quanto, mas também porque todas são presas fáceis. Garotas bobocas que pouco sabem da vida e que ainda acreditam na conversa do príncipe perfeito. É mais fácil para ele segurar essas meninas com qualquer conversa mole do que ter peito para encarar uma mulher de verdade, que vai trazer todas as inseguranças que ele tenta, em vão, manter dentro de um baú trancado.
Juro que tentei esperar mais maturidade da parte dele, mas agora não tem mais jeito. Para agüentar mais tempo, só se eu fosse do tipo maternal. E todo mundo sabe que não sou.
E ele tem noção de que tenho pleno conhecimento de tais fraquezas, por isso evita me olhar nos olhos e se esconde freneticamente quando sente que está deixando em minha cama algo mais do que o corpo pesado.
Ele não suporta saber que há outros se masturbando pensando em mim.
Ele não suporta saber que há outros querendo estar comigo.
Ele não suporta saber que, se deixar de ficar comigo uma única noite, outros ficarão.
A verdade é que ele não agüenta o tranco. Mas claro: se um homem feito confessou que não era fácil, o que dirá o garotinho indeciso que mal sabe sobre a vida...?
Vou deixá-lo com as ninfetas ingênuas, que estão mais dentro dos padrões de que ele necessita. Não gosto de homens inseguros. Ainda que seja só para trepar, quero um que agüente a porrada e que, mesmo quando estiver sem saber o que fazer, não tenha medo de me encarar. Nada de garotos. O jogo só é bom quando é possível medir forças de igual para igual. Com os mais fracos não tem graça.
Sexo pelo sexo é bom. Mas só quando levamos para a cama material que não desmonta ao primeiro toque. E ele desmontou. Hora de trocar de brinquedinho!
enviada por Cooper



12/08/2008 19:34

Turismo [sexual] II

Exatamente como eu previ.
enviada por Cooper



07/08/2008 14:56

O sexto sexo


Apresentação da personagem "Cooper".
Esse vídeo é apenas um teste e a parte técnica (luz, áudio...) ainda vai passar por acertos, porém, foi usado para definição do novo formato do www.cooper.blig.com.br
enviada por Cooper



07/08/2008 14:34

Rehab

É preciso saber quando largar um vício.
Agora é viver um dia de cada vez.
Admitir a impotência perante um sexo tão intenso.
Acreditar que ainda posso ter a sanidade de volta.
Empregar força de vontade.
Analisar bem meus valores.
Assumir que essa situação está me desfavorecendo.
Prontificar-me a mudar.
Reparar todos os danos.
Manter a palavra em relação a todas as promessas anteriores.

E claro: achar um cara muito bom de cama assim que possível.
enviada por Cooper



06/08/2008 12:38

Humor negro*

Das vantagens da necrofilia:

Se o cadáver for homem e você for mulher:
1.Decididamente, você não vai poder dizer que ele não está duro.
2.Ele não vai pedir por sexo anal.
3.É provável que você tenha de ficar sempre por cima. Mais chances de ter orgasmo, viva!
4.Falando em orgasmo... Ele não vai gozar primeiro do que você!
5.Se a transa for ruim, ele com certeza não vai ligar no dia seguinte.
6.Já, se for boa, você vai sentir saudades (eternas), mas veja o lado bom: se vocês saírem de novo, ele pode te decepcionar. Você será poupada de toda a ladainha.
7.Ele não vai roncar depois da transa.

Se o cadáver for mulher e você for homem:
1.Certo: ela é fria, sem expressão...? Ótimo! Fácil de fingir que você está comendo a Paris Hilton ou a Victoria Beckham.
2.Vai rolar sexo anal à vontade. E você nem vai precisar gastar seu latim para tentar convencê-la a ceder.
3.Você pode sempre gozar antes dela. Aliás, você vai gozar antes dela.
4.Você vai poder virar para o lado e dormir. E ela não vai reclamar.
5.Se a transa for boa, ela não vai te encher o saco no dia seguinte.
6.Se a transa for ruim, ela não vai te encher o saco no dia seguinte.
7.Aliás, no dia seguinte você nem vai ter de mandar flores. Até porque ela já ganhou uma coroa cheia delas!

***
Agora chega porque isso está me matando...

*Texto republicado atendendo a pedidos.
enviada por Cooper



04/08/2008 23:01

Me, myself and I

- Fica de quatro para mim, fica.
E em todas as noites essa voz ecoa na minha cabeça. Rouca, firme e incisiva. Ele quase nunca sabe o que quer, mas nessas horas tem a certeza de que aquele é o momento certo para pedir; e que tal pedido vai fechar o sexo tão logo eu me apoiar nos joelhos e empinar os quadris.
Por causa de frases como essa, as masturbações diárias têm se tornado cada vez mais ativas. Deixou de ser a coisa serena da manipulação do clitóris para se tornar um rolar para lá e para cá, uma gama de arfadas, de gemidos nada contidos, simulações de beijos, palavras fortes e apertos intensos. E quase há outra de mim na cama fazendo sexo comigo, a terceira pessoa que sou eu mesma. E me entrego toda a mim, simulando os toques selvagens ou as carícias ternas de acordo com meu humor do dia.
Conforme a coisa esquenta, me pego ouvindo a voz bem nítida e me coloco na posição solicitada, pronta para remexer os quadris devagarzinho até bambear as pernas e gozar. E quase sou capaz de sentir a maneira como ele fica dentro de mim depois do orgasmo, entrando e saindo de forma muito lenta. E o perfume impregna o quarto e os pêlos imaginários se espalham pelo lençol.
É curioso como todo esse ritual sozinha soa satisfatório, e percebo que gosto mais da expectativa do que do jogo. Ainda mais agora que tenho imagens bem nítidas para olhar enquanto estimulo corpo e ego.
Meu êxtase é conduzir a brincadeira do meu jeito e, cada vez mais, o outro faz da distância física um bem e parece menos necessário. A voz rouca continua ecoando, me pedindo para abrir ou fechar as pernas, pedindo para empinar mais os quadris, mas agora isso acontece sempre que quero. Esse é o barato da coisa. As alucinações andam muito reais e de repente a realidade nem desperta tanta ânsia. Isso porque o sexo comigo ainda continua sendo a melhor coisa - seja na minha opinião ou na opinião dos outros.
enviada por Cooper



30/07/2008 22:27

Quente

Foto: Paulo Salerno

E queima.
O sol queima a pele e me faz suar. Gotas nas costas, no colo, entre as pernas. E as palavras dele me queimam junto. Sumo. Principalmente ali, entre as pernas.
E eu adoro esse clima quente que me deixa tão sexy e tão disposta para extravasar todo o desejo. E o corpo está cheio de marcas. Marcas do biquini, marcas de tensão, marcas de mãos e dedos que deixam pequenos hematomas que somem logo.
Ando quente, apimentada, forte, desejosa.
Que ele esteja preparado para o que virá em pouco tempo. Quando chegar, estarei cheia de vontades, pronta para fazê-lo arder do melhor jeito. Queimemos os lençóis! Aqueçamos o quarto!
Se é inverno, não sei. Pelo menos aqui, num certo vão, está quente, muito quente.
enviada por Cooper






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